sexta-feira, 2 de março de 2012

Pssst! Pode parecer lamechas, mas não quero que seja!

Às vezes fico com a sensação que estou a ser chata, demasiado melga, croma, tótó e sei lá mais o quê… E aqui não é o grilinho falante o culpado, ou é… Não sei…

“Lá está ela outra vez” é o que provavelmente estás a pensar e com toda a legitimidade! Parece que estou sempre a bater na mesma tecla, mas não consigo argumentar contra o raio do grilo! Mesmo falando em voz alta.

Poderás questionar para quê tanto alarido em relação a este assunto, mas há coisas que não se controlam. Parece que vivo a querer que o futuro se faça passado, que vivo à espera que o amanhã deixe de o ser. Mas não vivo! Só não convivo bem com a insegurança, a minha insegurança.

Porque é que me sinto insegura? Pois… Porquê? Porque, desde que te olhei, fui  a pouco e pouco reparando em ti, sem nunca te ver. Logo eu, logo eu que me demoro tanto em cada verbo. Primeiro olho, depois vejo, volto a ver e se necessário antes de voltar a ver volto a olhar, tantas e quantas vezes me parecer necessário, e só depois reparo.

O que é quer isto dizer? Não sei responder. Só sei que gostava saber um pouco mais de quem tu és. Se os teus silêncios querem realmente dizer que te sou uma chata, demasiado melga, croma, tótó e sei lá mais o quê! Se os teus silêncios não querem dizer nada. Ou… Se os teus silêncios, mesmo que eu não oiça outra coisa, não são tão silenciosos assim, quando ouvidos desse lado.

Logo eu que vivo fechada entre muros de pedra, cuja a entrada é secreta para muitos que olhei apenas e nem cheguei a ver, ou para outros tantos a quem fechei os olhos depois de tentar reparar. Logo eu, fui reparar enquanto era suposto, apenas, olhar.

E o que esperar desta alteração da ordem dos verbos? Pufff! Não sei, seja qual for o resultado, independentemente do sentir que por aí venha, confio que se o fiz sem me dar conta é por uma boa razão. Se for Maktub, que seja. Pois quanto a isso não se pode fazer nada.

Piscar de olho

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